Sabemos que é um grande desafio lidar com o desenvolvimento atípico de uma criança como no Transtorno do Espectro Autista (TEA), que muitas dúvidas surgem, muitos medos aparecem, as frustrações não nos abandonam e, principalmente, a angustia de não saber o que fazer em muitos momentos assustam.

O nome autismo é dado a um conjunto de transtornos de neurodesenvolvimento que causam prejuízos na linguagem, dificuldades de comunicação, interação social e comportamento. A nomenclatura espectro é utilizada pela gama de variação do comprometimento que pode variar em graus (leve, moderado e severo).
Diagnosticar o autismo em muitos casos é desafiador, principalmente, nos casos em que os comprometimentos se dão em níveis mais leves. A ajuda de uma equipe multidisciplinar (neuropediatra, psicólogo, fonoaudiólogo entre outros profissionais) é o caminho mais viável para guiá-lo nesta difícil tarefa.
Mas o que é importante que você saiba?
É importante saber que as crianças dentro TEA têm prejuízos em três domínios fundamentais durante o seu desenvolvimento. Sendo eles nas capacidades de comunicação (verbal e não verbal), nas interações sociais e no comportamento, a nível dos interesses e das atividades. Mas isto não significa que todas as crianças com autismo tenham grandes défices em todas estas áreas. Para, além disto, muitos dos sintomas que surgem inicialmente podem ir melhorando ao longo do tempo.

-> Capacidade de comunicação - A nível da comunicação, tanto verbal como não-verbal, esta poderá ser desviada dos padrões habituais, existindo um atraso no surgimento da linguagem. Então não estamos falando de um mutismo (caracterizado pela recusa ou dificuldade em falar que, geralmente, envolve pessoas tímidas, introvertidas e ansiosas ou com problemas vocais) a comunicação pode apresentar certas particularidades como um jargão próprio ou a ecolália (repetição do que é dito, falas de personagem descontextualizadas). Existe também a possibilidade de dificuldade de compreensão da linguagem figurativa e reconhecimento de expressões faciais.
-> Interação Social - No domínio da interação social não vamos levar em consideração o simples fato de fazer contato social e sim, entender como relevante o fato de a criança manter-se distante, não procurando entrar em contato nem chamar a atenção de adultos ou crianças, o seu olhar poderá não fixar ao do outro e parecer vazio e ausente. Daí advém as dificuldades em ajustar o comportamento ao contexto social, que muitas vezes é um fator marcante nestas crianças.
-> Comportamento, atividades e interesses - Neste domínio vamos levar em consideração a resistência às mudanças. Os hábitos ou rituais geralmente dominam a vida cotidiana. Se estiverem habituados a acordar a uma determinada hora, tomar o pequeno-almoço e depois brincar, não gostam de trocar a ordem das atividades. Gostam de seguir rotinas, que são sempre iguais. É a maneira que encontraram de se organizar. E quem diz a rotina, diz também a forma como os objetos ou brinquedos devem ser arrumados. Além disso precisamos ressaltar os interesses restritos a temas e assuntos tais como cores (organização), números, objetos e etc.
IMPORTANTE!
Nestas crianças também pode existir alguma alteração a nível do mundo sonoro, por exemplo, relativamente aos ruídos sociais, a criança pode não responder quando é chamada, por outro lado, alguns ruídos podem suscitar reações de medo, principalmente quando surpreendem a criança. A mesma estranheza pode existir no domínio gustativo, com uma afetação alimentar com gostos exclusivos e muitas vezes raros, ou no domínio visual, pela atração, por exemplo, por uma cor, um brilho, uma forma ou um reflexo.
E ai esta informação foi relevante para você?
Deixe suas dúvidas ou sugestões para que possamos produzir outros conteúdos.
Faça parte da nossa comunidade:
https://www.instagram.com/thais.alves_psicologa/?hl=pt-br