08 Oct
08Oct

Uma das queixas que as famílias me trazem no consultório são os comportamentos indesejados e desregulações que muitas crianças autistas apresentam no dia a dia.

Certa vez uma mãe me contou que realizar as tarefas diárias sempre era um desafio com seu filho autista. As atividades sempre eram precedidas de muito choro, birras e desregulação da criança e, consequentemente, de toda a família inclusive da irmã mais nova que copiava o comportamento do irmão. Foi então que propus a criação de um quadro de rotinas essas crianças afim de estabelecer uma previsibilidade das atividades a serem realizadas pela criança durante o dia. Confesso que no início a mãe não estava muito confiante, pois não creditava que essa técnica iria funcionar com seu filho que dentro do espectro autista encontrava-se em nível moderado. Pouco a pouco a família foi psicoeducada sobre os benefícios que o quadro de rotinas poderia trazer para o dia a dia e como essa técnica seria introduzida na dinâmicas da casa. Planejamos tudo e treinamos no consultório com a criança (que é meu paciente) e a mãe o qual seria o comportamento desejado diante de imagem exposta no quadro.

Foi um sucesso! Lógico que levou algum tempo para que a criança se adequasse a nova rotina (na verdade a rotina estabelecida, pois antes de introduzirmos essa técnica rotina fixa não existia ). Até a irmã mais nova acabou se adequando e um quadro de rotinas também foi criada para ela. Legal de mais, não é mesmo?

Quer saber como aplicar essa técnica? Então vamos lá...

De acordo a dinâmica familiar crie um quadro de rotinas pormenorizado, ou seja, desde as primeiras horas da manhã até as últimas horas do dia da criança. Quanto mais detalhado for as atividades melhor será a regulação dos comportamentos da criança. Mantenha o quadro na altura da criança para que ela possa ter contato visual com as atividades Para que haja engajamento da criança pense em uma rotina que possa ser manuseada, ou seja, logo após realizada a atividade o adulto ou a própria criança retira do quadro a figurinha correspondente a atividade concluída.

O ideal é que, nos primeiros contatos da criança com a pista visual, um adulto vá pegando as imagens e mostrando-as para ela na sequência. Depois, ele deve ensiná-la a manusear as fotos ou apontar para cada uma de acordo com a próxima ação a ser feita.

O que você achou desta técnica? Vamos colocá-la em prática?

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